quinta-feira, 30 de julho de 2009

Amar

Que pode uma criatura senão,
senão, entre criaturas amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar,desamar,amar?
sempre,e até de olhos vidrados amar?


Que pode,perguntar,o ser amoroso
sozinho,em rotaçao universal,senão
rodar,também,e amar?
amar o que amar traz a praia,
o que ele sepulta ,e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor ,ou simplismente ânsia

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante
e amar o inóspito,o áspero,
um vaso sem flor ,um chão de ferro,
e o peito inerte , e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.

Amar a nossa falta mesmo de amor,
e na secura nossa amar é a água implicíta,
eo beijo tácito,e a sede infinita.

Um comentário:

  1. lindo este poema. Faltou você colocar o nome do autor.

    Valeu,

    Prof. Zé Raimundo

    ResponderExcluir